Galeria

Vigia

A carga simbólica da torre aqui, mais uma vez, a cumprir-se.

Porque encerra segredos. Porque nela se encarceravam donzelas inocentes. Porque dela se vê um mundo que se quer e não se tem. Porque também dela sai uma visão espartilhada desse mundo e nunca do seu todo.

Pois aquela igreja, aquela árvore e aquele mar não são assim exatamente.

Na torre de vigia só fazemos uso dos olhos. Onde o fresco do mar? E o zoar do vento nas Araucárias? E o sabor da cidade? E os cheiros que dela vêm?

A torre de vigia está fora do mundo que vivemos por dentro.

Texto – Maria João Ruivo
Fotografia – José Franco 2013

← VOLTAR